Polêmica da Abercrombie

Quem não conhece a famosa marca americana Abercrombie & Fitch?  Cada vez mais marcas como essa vem se popularizando no Brasil, um bom exemplo também é a Hollister, nome o qual você vê estampado na maioria das camisetas dos jovens por aí.

Mas hoje o papo é um pouco mais sério, já viram a “polêmica” que a Abercrombie causou esses dias?

Simplesmente o CEO (cargo referente à chefe executivo) da empresa anunciou que a marca não fabricaria mais roupas nos tamanhos XG e XXG dando a seguinte declaração:

“Toda escola tem os adolescentes legais e populares, e os que não são tanto assim. E sinceramente, nós somos destes que queremos os bonitos, “cool”, que tem uma boa atitude e muitos amigos. Muita gente não serve em nossas roupas e não devem servir. Somos exclusivos? Com certeza!”
(Mike Jeffries, CEO of Abercrombie.)

Abercrombie

Nas escolas americanas há muito aquela diferença entre: pessoas populares e pessoas não populares. Acontece que lá na maior parte das vezes, os populares são sempre os caras fortes, bonitos e que fazem parte do time de algum esporte do colégio, já os excluídos normalmente são qualquer um que os “populares” definem que vai ser o excluído. (Agradeço muito pelos colégios brasileiros não serem tão absurdos assim, claro que tem, mas é em uma proporção muito menor.).

O que a marca quer é que apenas esses populares do time do colégio possam usar roupas da marca. Deixando de fabricar os tamanhos maiores, consequentemente as pessoas mais gordinhas (e que, pelo jeito eles consideram piores do que as outras) não comprarão e não usarão roupas da marca.

Algumas pessoas disseram “mas isso é posicionamento de marca”. Vou dar a minha singela opinião sobre o assunto. A primeira coisa que me veio na cabeça quando eu li a reportagem foi: Eles acham que os gordinhos irão queimar a imagem da marca. Sim, para mim, eles estão discriminando pessoas apenas pelo tamanho delas, uma das formas mais superficiais e cegas de preconceito.
Analisando o discurso do CEO, ele generalizou dizendo: nenhum gordo é bonito,”cool”, tem mutos amigos e atitudes legais, porque essas características você encontra apenas nos bonitões e sarados da escola. Ou seja, eles estão julgando o comportamento e atitude de uma pessoa apenas por seu perfil físico.

A marca poderia ter dado diversos motivos para ter retirado os tamanhos G e GG das prateleiras, mas o motivo declarado foi “tiramos os tamanhos grandes porque eles querem “os bonitos, “cool”, que tem uma boa atitude e muitos amigos.” E terminam a frase dizendo “somos exclusivos”.
Desculpem, mas para mim isso não é exclusividade, isso é ser babaca e preconceituoso. E neste exato momento estou torcendo absurdos para que um mané bombadinho compre uma camiseta da marca, faça alguma bobagem e vá preso. E quando ele for preso, esteja com a camiseta escrita bem grande “Abercrombie” e isso passe em todas as TVS do mundo, esperando que eles aprendam o que é “queimar a imagem” de alguma marca.

De certa forma agradeço que a marca não seja tão acessível aqui no Brasil, e espero que aqueles que possuam cacife para comprar roupas da marca tenham bom senso de optar por comprar em outra loja.

Também concordo que, infelizmente, haverá pessoas imbecis que vão passar a comprar roupas da Abercrombie para fingir ser (achar que é) o cara popular, bonito e fodão que eles falaram querem que consumam seus produtos.

Resumindo, sou contra os motivos que a marca apresentou para não trabalhar com os tamanhos G e GG. Não sou contra tirar os tamanhos de produção, desde que você apresente um motivo mercadológico para isso.
E você, O que achou disso tudo?

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7 thoughts on “Polêmica da Abercrombie

  1. Um absurdo, este é o pior tipo de marketing que se pode usar. Além de que o povo brasileiro não gosto deste tipo de marketing como os americanos. Com certeza ainda vai dar muito o que falar.

    1. Pior que eu também acho isso, André.
      Infelizmente sempre tem aquelas pessoas que compram as coisas para tentar ser alguma coisa (rico, popular, descolado, etc).

  2. Eles vão tirar os números maiores mas tem muito bombado por aí que só entra em camiseta G, uma que quando eu estava na loja deles nos states parece que as roupas deles já vem um pouco mais justas, camisas que em outras lojas eu comprei M, da deles eu tive que comprar G!

  3. Achou um absurdo? quer protestar? não compre roupas de fora. Valorize o que temos aqui dentro ( tem muita coisa de qualidade ). Valorize seu dinheiro.

    1. Concordo plenamente, Rafael. Temos muita coisa nacional de qualidade. Aliás, sou super a favor dessas lojas que temos em São Paulo no Brás, José Paulino, etc. As roupas são muito baratas e de qualidade. Claro que nem todas, mas é possível encontrar sim.

  4. Eu sou o que as pessoas normalmente chamariam de um brasileiro bonito, embora eu não use a minha beleza para ganhar o meu pão de cada dia. Não preciso estampar no peito uma camisa dessas marcas citadas no texto para me sentir cool. Mas eu tenho certeza de que se eu fosse mulato ou se eu tivesse baixa auto-estima provavelmente me sentiria acima dos brasileiros que não podem usar uma roupa importada exibindo essas marcas no peito. Tudo se resume ao fato de que nós brasileiros temos baixa auto-estima. Damos demasiado valor a envelopes e embalagens e esquecemos que ser cool é ter estilo próprio, é levar uma vida criativa, ajudar o próximo, e se afastar de pessoas fúteis e inúteis que vivem tentando ser aquele garoto ou garota que costuma ver nas telas do cinema. Se não fossemos a República das Bananas como os Americanos nos chamam, daríamos mais valores às nossas lindas marcas, tais como Beagle, M. Pollo, Osklen, Limits, Reserva, Yachstman, Acostamento, Botswana, B-52, e muitas outras que existem nesse imenso Brasil.

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