Papo sério: A polêmica da Zara

Terça-feira passada o programa “A Liga”, apresentado por Rafinha Bastos na Rede Band de Televisão, colocou na mídia um assunto muito polêmico, mais polêmico do que Mamilos: A exploração do trabalho, também conhecida como escravidão. Sim, escravidão. É difícil aceitar que isso ainda existe nos dias de hoje, em pleno século 21, mas existe. E está mais próxima do que nós imaginávamos: Na nossa tão amada Zara.
Segundo uma matéria do site Repórter Brasil, equipes de fiscalização trabalhista flagraram estrangeiros (Bolivianos e Peruanos), incluindo menores de idade, submetidos a condições degradantes de trabalho, produzindo roupas da marca internacional Zara, do grupo Inditex.
Justamente por ser uma marca renomada e multinacional, quando entramos numa Zara e vemos aquelas roupas lindas e caras, jamais imaginamos que as peças vendidas lá são fabricadas em ambientes apertados, sem ventilação, sujos, com a fiação elétrica toda exposta e com crianças (filhos das costureiras) circulando entre as máquinas de costura. Isso sem falar no salário dos costureiros (homens e mulheres): Para cada peça de roupa pronta, eles ganhavam apenas 2 (dois) reais. No momento da fiscalização, os empregados finalizavam peças da coleção Primavera-Verão, com cores típicas da estação como laranja e azul.

Veja as fotos abaixo:

Desde que o programa “A Liga” divulgou essa polêmica, o assunto tomou conta das redes sociais. Muitas pessoas criticaram e fizeram piadas com a marca, do tipo “senzara” (senzala), “o diabo veste Zara”, etc. Agora o assunto está na boca do povo e é muito fácil falarmos que nunca mais vamos comprar nada lá. Mas… E quando a poeira abaixar? Todo mundo vai continuar comprando lá e financiando o trabalho escravo? Eu, particularmente, adoro a Zara, já até a recomendei várias vezes aqui no blog. Mas acho que vale a pena boicotá-la por um tempo, pois só assim os donos da marca vão perceber que nós, seus consumidores, não estamos preocupados apenas com as aparências, com o quão fashion é a roupa que estamos vestindo, mas também com a origem dessas roupas, como elas foram produzidas, quem está as produzindo, se a empresa está preocupada com a sustentabilidade, se as roupas não estão sendo produzidas com pele de animais, dentre inúmeros outros aspectos que todos nós devemos estar de olho ao comprar uma roupa ou qualquer outro produto.
Então, que tal fazermos o seguinte: Toda vez que entrarmos na Zara e nos apaixonarmos por uma roupa, antes de comprá-la, vamos procurar em outras lojas alguma roupa parecida. Se não encontrarmos, e quisermos ou precisarmos muito daquela roupa da Zara, nós compramos lá. Mas vamos nos esforçar o máximo que pudermos para boicotá-la por um tempo. Se um ou dois fizerem isso, não vai fazer diferença. Mas se todos fizerem, com certeza a Zara vai sentir no orçamento e mudar sua postura.
E não é só com a Zara que nós temos que fazer isso. Temos que fazer com todas as marcas que nós soubermos que possuem irregularidades, sejam elas com relação a seres humanos, animais ou meio ambiente.

Fica a dica!

2 thoughts on “Papo sério: A polêmica da Zara

  1. Há um tempo atrás a Nike e a Adidas também foram acusadas desse tipo de “trabalho” só que não era no Brasil, eram em alguns países pobres asiáticos, agora que a poeira baixou todos voltaram a comprar Nike e tal.
    Esse é aquele tipo de coisa que acontece com certa frequencia só que precisa haver um escandalo para as pessoas se conscientizarem e pensar um pouco diferente…
    Também gosto da Zara, mas depois dessa vou ficar um bom tempo sem entrar lá.

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